Rádio Cachoeiro Digital
Hospital EvangélicoSicoobCofrilCapel PeçasFardim TintasMestre da ObraSelitaDois Irmãos VeículosGrupo Armando PneusBom Gosto BuffetShopping SulSupermercado Para TodosHospital EvangélicoSicoobCofrilCapel PeçasFardim TintasMestre da ObraSelitaDois Irmãos VeículosGrupo Armando PneusBom Gosto BuffetShopping SulSupermercado Para Todos
Governo do Estado do Espírito Santo - Você sonha, nós incentivamosGoverno do Estado - O Governo do Espírito Santo investe para transformar suas ideias em conquistasGoverno do Estado - Cursos, capacitação, crédito e apoio para começar seu próprio negócio
Religião

Epifania do Senhor: a verdadeira história dos Magos que reconheceram Cristo

07/01/2026 às 07:11
Epifania do Senhor: a verdadeira história dos Magos que reconheceram Cristo

Nela, a Igreja recorda a manifestação de Jesus Cristo como Salvador não apenas de Israel, mas de todos os povos. O Evangelho apresenta essa revelação por meio da visita dos Magos do Oriente, que, guiados por uma estrela, chegam até Belém para adorar o Menino Jesus.

Mais do que uma tradição popular conhecida como “Dia de Reis”, a Epifania revela um momento decisivo da história da salvação: Cristo se dá a conhecer às nações.

Quem eram os Magos do Oriente?

O relato encontra-se no Evangelho segundo São Mateus (Mt 2,1–12). A Sagrada Escritura não os chama explicitamente de reis, mas de magos, termo que, na Antiguidade, indicava homens sábios, estudiosos dos astros e da ciência de seu tempo, provenientes do Oriente — provavelmente da região da Pérsia ou da Babilônia.

A tradição cristã, iluminada por textos proféticos como Isaías 60 e o Salmo 72, reconheceu nesses sábios a figura de reis, não por poder político, mas por sua dignidade simbólica: eles representam as nações que se aproximam de Cristo para reconhecê-lo como Senhor.

Eram três? Tinham nomes?

O Evangelho não especifica o número de magos. A tradição cristã passou a considerá-los três devido aos três presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra. Da mesma forma, os nomes Melquior, Gaspar e Baltasar não aparecem na Bíblia, mas surgem na tradição da Igreja como expressão catequética, ajudando a transmitir o significado universal da Epifania.

A Igreja reconhece que tais elementos pertencem à Tradição, que, junto com a Sagrada Escritura, forma a única fonte da Revelação divina (cf. Dei Verbum, 9).

Por que eles vieram do Oriente?

O fato de os Magos serem estrangeiros é essencial para compreender a Epifania. Eles não pertenciam ao povo da Aliança, mas foram chamados por Deus e conduzidos até Cristo.

Como ensina o Catecismo da Igreja Católica (n. 528):

“A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo.”

Nos Magos, a Igreja vê os povos pagãos que, guiados pela graça, reconhecem em Jesus o verdadeiro Rei e Salvador.

A estrela e a busca pela verdade

A estrela não deve ser compreendida como simples fenômeno astronômico, mas como sinal providencial usado por Deus para conduzir aqueles homens até Cristo. Ela simboliza a luz da graça que orienta todo coração sincero na busca da verdade.

Enquanto Herodes reage com medo e violência, e os doutores da Lei conhecem as Escrituras, mas não se movem, os Magos partem em peregrinação, guiados pela fé.

O gesto da adoração

Ao encontrarem o Menino com Maria, sua Mãe, os Magos prostram-se e o adoram (Mt 2,11). Esse gesto revela que reconheceram em Jesus muito mais do que um rei terreno.

Os presentes oferecidos expressam essa fé:

Ouro: reconhece a realeza de Cristo

Incenso: proclama sua divindade

Mirra: antecipa o mistério de sua paixão e morte

O significado da Epifania para hoje

A Epifania continua a falar à Igreja e ao mundo:

Cristo se manifesta a todos os povos, sem distinção

A fé verdadeira exige movimento, busca e conversão

A resposta ao encontro com Cristo é a adoração e a oferta da própria vida

Maria aparece como aquela que apresenta Cristo ao mundo

Conclusão

Celebrar a Epifania do Senhor é contemplar o mistério de um Deus que se deixa encontrar por quem o busca com sinceridade. Nos Magos, a Igreja reconhece a vocação universal da fé cristã e recorda que Cristo é a luz que ilumina todas as nações.

Diante dele, como aqueles sábios do Oriente, somos chamados a abrir nossos tesouros, prostrar-nos em adoração e seguir por um novo caminho.